Após duas classificações nos pênaltis, time vence confronto contra campeão de 2016 e se vinga de eliminação na semifinal da temporada passada

 

O Borussia Dortmund é o grande campeão da Copa Leo 2017. A equipe derrotou o Roma por 5 a 4, em um jogo emocionante no Playball da Pompeia, na tarde deste sábado, 16/12, e conquistou seu primeiro troféu na competição.

Os grandes destaques da final foram o ala Flávio de Sousa, autor de dois belos gols, e o goleiro Chico, que defendeu um shootout no último lance da partida, evitando a decisão por pênaltis.

“O time se preparou o campeonato inteiro para chegar à final. E final é decidida nos detalhes. Tomamos três gols de cabeça, mas conseguimos fazer os gols necessários para sair com a vitória”, disse Flávio, camisa 8 do Borussia e colaborador no Núcleo de Serviços do Instituto Leo.

Responsável por parar Anderson Joaquim, camisa 2 do Roma e artilheiro da competição com 15 gols, o goleiro Chico revelou que já havia estudado o rival. “Na cobrança de pênalti que ele converteu, eu o observei e esperei, porém ele chutou forte e não deu tempo de fazer a defesa. No shootout, esperei de novo e fui feliz”.

“O Borussia é mais que um time. É uma família. Nas fases anteriores, quando nos classificamos nos pênaltis, deixei o Bruno (atleta de linha) ir para a meta porque ele estava muito confiante. Aqui não tem a ambição de um ser melhor do que o outro. É um conjunto”, recordou Chico.

Campeão em 2016 e vice em 2017, mas artilheiro nas duas edições da Copa Leo com 14 e 15 gols respectivamente, Anderson lamentou alguns erros defensivos do Roma e deu méritos a Chico pela defesa no último lance do campeonato. “Apesar da derrota, estamos de parabéns. Falhamos em alguns momentos e isto custou o bi. No shootout, méritos do goleiro também. Eu chutei bem, mas ele também foi preciso”, argumentou.

Capitão do Borussia, Jefferson Araújo marcou um dos gols de sua equipe na decisão e comentou sobre a “secada” dos jogadores e torcedores adversários. “Muitos torcem contra o nosso time, mas dentro da quadra respondemos com muita garra e muita força. O Roma é brilhante. Tem jogadores muitos bons. Porém, fomos organizados, certinhos e marcamos os melhores do time deles. Em 2017 não teve para ninguém.  Borussia campeão”, desabafou o atleta, diretor de operações da Leo Madeiras.

Leomar Costa, o Mineiro, foi um dos líderes e capitão do Roma durante a Copa Leo 2017. Ao invés de reclamar do revés, o camisa 14 preferiu exaltar o nível da competição e da decisão. “Foi um jogo digno de final. Lutamos até o fim. Somos uma família. Nós somos sempre fortes e unidos. Foi um campeonato bem disputado. Todas as equipes tinham condições de ganhar o torneio. Eliminamos times qualificados. Este ano não deu para ser bicampeão. Méritos ao Borussia. Porém, ano que vem, vamos em busca do nosso objetivo novamente”, analisou.

Porto fica com o terceiro lugar

Depois de ser eliminado nos pênaltis pelo Borussia Dortmund, o Porto, vice em 2016, ficou com a terceira colocação na atual edição da Copa Leo. O time bateu o Manchester United por 4 a 2, com três gols de Lucas Rodrigues, reserva durante toda a competição, mas titular na partida deste sábado, 16/12.

“Ganhamos de virada. A vitória teria um sabor melhor se valesse o título para nós. Apesar disto, estou muito feliz porque pude ser titular hoje e representei”, sintetizou.


publicado em: 19 dez 2017

Decisão será disputada no Playball da Pompeia, no próximo sábado, 16/12, a partir das 16h

Borussia Dortmund e Roma são os finalistas da Copa Leo Madeiras 2017. A decisão para saber quem será o campeão da temporada acontecerá no próximo sábado, 16/12, a partir das 16h, no Playball da Pompeia.

O jogo será a reedição de uma das semifinais do ano passado. Na ocasião, o Roma levou a melhor e, depois, sagrou-se campeão contra o Porto.

Na atual edição, o Borussia avançou à grande final de forma dramática, no último sábado, 09/12. Após sair atrás do Porto, a equipe buscou o empate com um golaço de Bruno Fernando Pinheiro Costa, que, novamente, foi o destaque do seu time.

Além do gol no tempo normal, Costa foi para a meta na decisão por pênaltis e pegou duas cobranças. Nas quartas de final, diante do Juventus, ele já havia brilhado com dois gols durante o jogo e uma defesa nos penais.

“Quando comecei a jogar futebol, eu pegava bem no gol. Depois, com o passar do tempo, fui para a linha e adquiri experiência. Com 15, 16 anos, era goleiro no campo e defendia pênaltis. Por isto, eu tenho confiança. Na semana passada, disse aos meus companheiros que, se a partida terminasse empatada, poderiam contar comigo na meta”, afirmou.

“Na fase anterior, estávamos perdendo por 3 a 0. Fiz dois gols, conseguimos o empate e avançamos nos pênaltis. Agora, na semifinal, sofremos de novo”, recordou o funcionário da área de TI do Escritório Central da Leo Madeiras.

“Na final será a mesma coisa. Se houver decisão por pênaltis e a equipe quiser, vou para o gol de novo”, destacou.

“Estes placares mostram que nunca desistimos. Nós estamos com moral. A nossa marcação é do início ao fim. Estamos ligados o tempo inteiro. E vamos ser campeões”, completou o atleta.

O Roma também passou para a final depois de um confronto bastante emocionante. A equipe começou perdendo por 1 a 0 para o Manchester United. Empatou, sofreu o segundo gol, igualou novamente, tomou o terceiro, buscou mais uma vez o empate e chegou a virar para 4 a 3.

O United, então, deixou o placar em 4 a 4. E, quando a semifinal se encaminhava para os pênaltis, Leomar Mariano Costa fez o quinto gol do Roma e levou o seu time à sua segunda final em duas edições da competição. Mas o grande nome do duelo foi Edivan Moura dos Santos, autor de três gols na partida.

“Para mim é um prazer participar da Copa Léo junto com os meus companheiros. O Roma é mais que um time. É uma família.  E temos um objetivo que é ganhar o torneio de forma invicta, novamente. Enfrentamos o Borussia na semifinal do ano passado e vencemos. Vamos para cima novamente”, afirmou Santos, camisa 7 do Roma e conferente da unidade São Miguel.

“Agradeço a Deus pelos três gols que marquei neste sábado. E também agradeço à Leo Madeiras por proporcionar um campeonato como este, no qual podemos interagir com vários colaboradores, de várias unidades”, continuou.

“Todos que estão aqui devem ser aplaudidos de pé. Não é fácil depois de um sábado de trabalho, lutado, em busca do pão, você deixar a sua família e seus filhos em casa para representar um time”, finalizou.


publicado em: 11 dez 2017

Se você perguntar nas ruas de São Paulo pela bailarina Dana El Fareda, de 32 anos, dificilmente alguém saberá te informar algo sobre ela. Agora, se a pergunta for feita no Cairo, capital do Egito, provavelmente, alguns egípcios irão te responder: é a campeã do Festival Alhan Wa Sahlan 2017, na categoria Oriental Professional Egyptian Folklore (Profissional Folclore Egípcio).

Em outras palavras, Dana saiu do Anália Franco, bairro da zona leste de São Paulo, para ser campeã do mundo na África no último mês de julho. “O Alhan Wa Salan é o maior festival de dança do planeta. Em uma comparação com o futebol é como se fosse a Copa do Mundo. Há festivais no Brasil, na América…Porém, este é o principal”, disse a bailarina e empresária, proprietária do Espaço El Fareda, ambiente localizado no Anália Franco e que possui seis salas destinadas ao ensino de vários estilos de dança.

 Além da primeira colocação na categoria Oriental Professional Egyptian Folklore, Dana foi a terceira colocada na modalidade Shaabi & Mahraganat. “Somando as minhas premiações em 2011, 2012 e 2016, sou a única brasileira que subiu seis vezes ao pódio no festival”, destacou.
O mais curioso deste título é que Dana quase não foi para Cairo. “Decidi ir de última hora. Achei que já estava velha para competir, mas sonhei de terça para quarta que estava dançando nas pirâmides. Algo falou para eu ir. No Egito, competi com russas e japonesas de 18 anos que treinam oito horas por dia”, relatou.
“Cheguei na outra quarta-feira, 4 horas da tarde e, às 20h30, já estava me apresentando. Mostrei o que eu sei, com minha arte e meu coração. Mesmo sem saber falar inglês e árabe, consegui me comunicar com a banda que tocou ao vivo nas apresentações”, salientou.
“Após alguns dias de disputa, enfrentando bailarinas do mundo inteiro, fui campeã no dia do aniversário da minha mãe, que completou 60 anos na mesma data em que ganhei o troféu. Ela, que foi uma das pessoas que mais me incentivou a viajar, disse-me que foi um presente de aniversário”, ressaltou.
Para ser considerada a melhor bailarina do mundo, Dana teve que arcar sozinha com todos os custos da viagem. “Gastei R$ 5 mil com passagens, cerca de R$ 2.500 com a hospedagem por 15 dias e quase R$ 8 mil com alimentação, aulas, locomoção e outras coisas, sem apoio nenhum”, afirmou.
Segundo a bailarina, trabalhar com dança no Brasil é complicado, pois não há muito reconhecimento.
“A nossa área não é muito valorizada no País. Após ganhar a premiação no Egito, fiz uma escala em Dubai. Representantes de um restaurante falaram que fariam uma festa em minha homenagem. Fui maquiada e ganhei presentes porque lá a dança é valorizada. As pessoas queriam me dar as coisas para que eu usasse e divulgasse a marca. Aqui, quase ninguém tem esta noção. Os brasileiros não sabem que a melhor bailarina do mundo é daqui”, argumentou.
“Mas quando têm este conhecimento, a coisa muda um pouco. Um dia fui comer em um restaurante no Tatuapé acompanhada por um amigo. Ele disse a alguns clientes que eu era campeã mundial. Algumas pessoas pediram para tirar foto comigo (risos)”, finalizou.

publicado em: 01 dez 2017